Há tempos que não se contam
Esta peça nasce de uma reflexão profunda sobre a natureza da permanência. Ao contrário dos ponteiros que perseguem o segundo seguinte, esta pedra fala do tempo que não corre — permanece. É uma obra que suspende a pressa e nos convida a observar o que sobrevive ao desgaste dos dias.
Através de uma técnica delicada que funde imagens de relógios antigos com a textura rústica da pedra, a Luísa Ferreira criou um diálogo entre o efémero e o eterno. As marcas douradas que coroam a peça não são apenas adornos; são cicatrizes de luz que lembram que nem tudo precisa de ser medido para ter valor. Na superfície desta pedra, as horas não são uma contagem regressiva, mas sim camadas de experiência que se acumulam.
Onde o mundo vê o tiquetaque constante, esta obra oferece repouso. Há momentos na vida que não passam: assentam, ganham peso e transformam-se em alicerces. “O Tempo que Fica” é um tributo a esses instantes preciosos que, embora não possam ser contados, são os que realmente nos definem.
(Peça única e exclusiva)